sábado, 28 de janeiro de 2012

Maybe when the room is empty,
maybe when the bottle's full,
maybe when the door gets broke down love can break in.
Maybe when I'm done with thinking
maybe you can think me whole
maybe when I'm done with endings this can begin.
This can begin
This can begin
Quero seus lábios marcando meus copos, seu cheiro impregnando os lençóis. Quero nossas pernas entrelaçadas, sol em nossos rostos, café em nossos pijamas. Quero seus hábitos me irritando, suas mordidas marcando minha pele, sua voz cantando no chuveiro. Quero sua respiração alterada em minha orelha fria, seus dedos dançando por meus braços, seu olhar diluindo o meu. Quero diluir-me a ti, quero que se dilua a mim. Quero nós. Quero agora.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A lata de café está vazia. A água da chaleira está fria. As louças estão espalhadas pelos cômodos. Roupas e cobertores diluem-se a tapetes e almofadas pelos corredores e quartos. Os espelhos estão embaçados, os lençóis estão manchados, as peças dos pijamas separaram-se de seus pares. Os armários estão bagunçados, os livros estão fora de ordem e os discos foram espalhados pelo chão.
O tabuleiro de xadrez está na pia, o gato aninha-se na mesa da cozinha e a torneira do banheiro continua a gotejar. A banheira transborda espuma, as portas batem sozinhas e as sirenes disparam pelas ruas. A televisão repete o mesmo comercial, o passarinho canta na sacada a mesma velha melodia, o cachorro arranha o sofá. E nada disso importa. E nada disso incomoda. Só consigo saber de ti, de suas mãos em minhas mãos, de sua boca em minha boca, de seus fios de cabelo entre meus dedos e sua pele sob meus lábios. Só consigo ver a ti, encolhida ao meu lado, entre o piano e a mesa de jantar.