domingo, 15 de julho de 2012
E de repente já não te encontro, já não sei mais por onde começar a te procurar. E de repente já não entendo, já não sei se algum dia fui para ti tudo aquilo que és para mim. E de repente já não sei o que é real e o que desejei que fosse. E de repente já não me notas, já não deixo espaços, parto sem fazer falta, sem dizer adeus. E de repente volto a ser solidão, a ser vazio, a ser medo, a ser "se" e não "é", a ser o que poderia ter sido, o que gostaria que fosse e se foi.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
domingo, 1 de julho de 2012
Encolhe-se outra vez entre os cobertores, mas dessa vez sem desejar desaparecer, sem o desespero de não saber o que fazer. Não é que ela tenha aprendido a lidar com suas pequenas dores e seus grandes vazios, ela apenas sente como se estivesse longe de si. Como se estivesse perdida nessa eterna espera pelo hoje que a roubará beijos, que a tirará o fôlego, que deixará sua garganta seca, seus joelhos inquietos, seu estômago tomado por borboletas. Pelo hoje que irá sorrir ao lado de seu rosto, dançando os dedos por sua pele, deixando melodias soarem por todo seu corpo.
E ela se esconde, fingindo selar-se em um envelope, desejando poder enviar-se depressa para o dia depois de todos esses amanhãs.
domingo, 24 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Com seu sorriso em meu ombro, seu cabelo em meu rosto, seus braços me aninnhando, parece tão natural não estar quebrada, não me desesperar e construir destroços para escapar de mim.
Com seu gosto em minha boca, suas marcas em minha pele, seu cheiro em minhas roupas, se desfazem minhas inexistências, meus vazios e meus esconderijos. E eu já não me importo mais, já não vejo mais, aquilo que por tanto tempo foi tudo que me permiti ver.
Com sua voz ainda soando no ar, com seus olhos em frente aos meus, com meus dedos dançando por seus traços, parece não haver mais abismos, peças quebradas, inseguranças e desejos de desaparecer. Só consigo sentir que entre seus braços encontrei meu melhor abrigo, encontrei toda calma e beleza, toda força e certeza que nunca imaginei um dia ter.
Com seu gosto em minha boca, suas marcas em minha pele, seu cheiro em minhas roupas, se desfazem minhas inexistências, meus vazios e meus esconderijos. E eu já não me importo mais, já não vejo mais, aquilo que por tanto tempo foi tudo que me permiti ver.
Com sua voz ainda soando no ar, com seus olhos em frente aos meus, com meus dedos dançando por seus traços, parece não haver mais abismos, peças quebradas, inseguranças e desejos de desaparecer. Só consigo sentir que entre seus braços encontrei meu melhor abrigo, encontrei toda calma e beleza, toda força e certeza que nunca imaginei um dia ter.
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